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2007-12-05
Enviado por Cláudia Vau
   
WORKSHOP "O TURISMO E AS PROFISSÕES"
No dia 5 de Dezembro, realizou-se no INP, no auditório 2 entre as 14.30h e as 18.00h um workshop de Turismo com o objectivo de elucidar os alunos de Turismo da instituição e restantes interessados sobre saídas profissionais, aplicações práticas e diferentes vertentes dentro da área, uma vez que esta oferece uma vasta oferta em termos de saídas profissionais.

O workshop organizado em duas partes, contou assim com a participação de um quadro de oradores composto maioritariamente por professores, ex-alunos do INP e profissionais da área de Turismo que deixaram o seu contributo pessoal e profissional sobre as diferentes áreas a seguir. Desta forma, o Dr. Carlos Vieira, gerente delegado do grupo Codepa procedeu à abertura da reunião, seguido pelo Director do INP, Professor Doutor Nuno Brandão que prestou homenagem ao Dr. José Manuel Carvalho – Oliveira, um dos fundadores da instituição, pelo seu currículo brilhante, pelas três décadas de ensino ao serviço do INP, mas sobretudo pela sua postura correcta, educada e humilde ao longo dos anos que leccionou, considerado por isso um exemplo a seguir.

O Dr. José Manuel Carvalho – Oliveira, deixou o seu testemunho, citando as características necessárias para se ser um bom profissional de Turismo, como cooperação, colaboração, comunicação, convívio, iniciativa, a constante necessidade de formação e conhecimento e espírito crítico entre outros. Lembrou ainda a importância dos estágios que possibilitam aos alunos um contacto real com o mundo profissional, para além de uma constante aprendizagem e formação.

Posteriormente, Didier Sarnago, Docente no INP e responsável pela coordenação e acompanhamento dos alunos em termos de estágios na instituição, relembrou mais uma vez, o papel fundamental de um estágio, pois sem este não é possível exercer uma profissão, e das várias línguas que é necessário dominar, um trunfo em termos profissionais na área de Turismo.

O workshop prosseguiu com a Dra. Maria de Jesus Candeias, Guia Intérprete Nacional e ex-aluna e docente do INP, que revelou a sua experiência de guia intérprete, citando algumas vantagens e desvantagens da profissão, pois esta depende sobretudo de um equilíbrio em termos económicos devido ao factor da sazonalidade. Por outro lado, também referiu a importância de uma boa formação, feita de forma contínua, pois um guia intérprete necessita de satisfazer diversas necessidades por parte de grupos muito heterogéneos com exigências diferentes.

Em termos profissionais, a evolução da carreira mede-se apenas em termos de status, que possibilita a escolha de horários, de trabalhos, etc., uma vez que em termos práticos o trabalho é constante. Um guia intérprete pode estar associado ao sindicato dos guias intérpretes ou à associação dos guias intérpretes que corresponde a uma mais valia para o guia, contudo não é necessário para exercer a profissão.

Por fim, apontou a possível união entre agências de viagens e guias intérpretes e o Dr. José Cymbron, docente do INP relembrou a componente social fascinante da profissão que compensa a lacuna familiar. A conferência seguiu com a Dra. Luísa Miranda, Coordenadora de Agência Top Atlântico- Conde Redondo e antiga aluna do INP, que fez um enquadramento temporal em termos de funcionamento de uma agência de viagens, da informação existente sobre os destinos e da forma como os clientes viam as agências de viagens desde à vinte anos, uma vez que actualmente a Internet é uma forte concorrente em relação aos balcões de atendimento tradicionais, pois actualmente, 20 % dos clientes compram passagens áreas e produtos típicos de agências de viagens pela Internet.

No entanto, focou a importância do relacionamento humano, físico com os clientes e na segurança que esse factor oferece. Assim, uma trabalhador de uma agência de viagens necessita de ter vocação, apetência para este sector, precisa de ser uma pessoa comunicativa, uma vez que vai interagir com diferentes grupos de pessoas, precisa de ter uma atitude positiva e confiança em si próprio, nos seus conhecimentos nomeadamente em termos! de geografia, de línguas entre outros, resultantes de uma formação contínua e extensa.

Todos estes factores contribuem para a satisfação dos clientes e para a criação de laços duradouros com estes. A faixa etária da maior parte dos clientes de uma agência de viagens, actualmente situa-se numa classe acima dos trinta anos, que procuram viagens e pacotes personalizados, à medida e uma maior atenção por parte do profissional da agência. As agências de viagens, maioritariamente as de maior dimensão, oferecem acções de formação regulares e a progressão na carreira é relativamente fácil, uma vez que estas estão divididas em diversos sectores e por isso apresentam um maior número de cargos relativamente às agências de pequena dimensão.

A primeira parte da conferência terminou com o testemunho do Dr. Sérgio Bernardo, director de F & B, coordenador de eventos do Hotel Lutécia e antigo aluno do INP que enfatizou a importância dos estágios e de uma constante formação curricular e extra curricular por forma a conseguir ganhar um maior nível de formação e colmatar as possíveis lacunas do ensino universitário. Paralelamente a estes factores, é necessário ter em conta que a vertente hoteleira é um mundo extremamente pequeno e competitivo e que a construção de uma carreira necessita de tempo e de pessoas empreendedoras, humildes, trabalhadoras e disponíveis para realizar qualquer trabalho dentro da área.

A segunda parte da conferência de Turismo, iniciou-se com a Dra. Marisa Costa, Directora da empresa “ Eu amo Lisboa” e antiga aluna do INP, que mais uma vez, apontou as vantagens de uma boa formação contínua, da polivalência e dos estágios, que possibilitam a aplicação prática da componente teórica e técnica aprendida nas instituições de ensino de Turismo. Apresentou outras saídas profissionais, que possibilitam o cruzamento de várias áreas de ensino, com a junção do Turismo e de uma outra área de interesse pessoal onde será possível desenvolver projectos inovadores. Para estes projectos, é fundamental fomentar uma cultural geral bastante extensa e uma formação de pessoas em várias áreas de forma a diversificar a oferta.

É precisamente esta a base da criação do projecto “ Eu amo Lisboa”. Segundo a Dra. Marisa Costa, em termos nacionais, não existe uma prática de Turismo Cultural, e para colmatar esta falha é necessário que os profissionais de turismo e desta área específica tenham a capacidade de passar mensagens, informações para que nasça nos Portugueses e nas pessoas em geral um gosto pela descoberta do património num sentido lato. Os organismos públicos e privados e as empresas de animação turística constituem também uma das opções de saída profissional do curso de Turismo.

Esta área foi representada pela Dra. Carla Carreiro, da Direcção de Estudos no Turismo de Portugal e também antiga aluna do INP, que fundamentou mais uma vez, a importância de uma componente prática in loco, e de uma prática de investigação nos diversos meios existentes por forma a fundamentar todo o conhecimento teórico adquirido. Apresentou ainda o exemplo das câmaras municipais que recrutam técnicos de turismo, uma iniciativa importante em termos de desenvolvimento económico para Portugal.

Por último, o Dr. Luís Coito e o Dr. João Portugal, apresentaram a Associação Nacional de Técnicos de Turismo (ATT), fundada por antigos alunos de turismo. A missão da ATT consiste na valorização da carreira de técnico - superior de turismo e servir de elo de ligação entre os técnicos formados em turismo e o mercado de trabalho no sector turístico, público e privado. A associação tem como principias objectivos: a intervenção junto da tutela e organismos competentes no sentido de definir as competências e actividades profissionais dos técnicos em turismo, a definição dos estatutos das profissões do sector turístico, a execução de trabalhos na especialidade, a colaboração com cursos superiores de turismo e congéneres e a execução de candidaturas a acção de formação, destinadas aos sócios e profissionais do sector.

A ATT tem diversas acções empreendidas, tal como congressos, estudos de referência publicados, unidades de inserção na vida activa, candidaturas a acções de formação entre outros. Os órgãos dirigentes da empresa neste momento, estão maioritariamente localizados no Norte do país mas o maior desafio desta empresa consiste na sua expansão para todo o território nacional. Actualmente, a direcção da ATT tem algumas propostas como: a certificação da ATT como entidade formadora; a organização de um congresso nacional e rede anual de encontros, ou seja, criação de núcleos por todo o país; criação de uma biblioteca virtual/ boletins informativos; produção de documentação técnica, ou seja, criação de novas oportunidades de negócios e alterar a legislação nesse sentido; valorizar trabalhos que se destaquem; entre outros projectos.

Segundo esta empresa, existem alguns problemas de acesso ao mercado por parte de profissionais de turismo, pois existem profissões que se confundem com as intervenções dos técnicos superiores de turismo, existe uma dificuldade real de reconhecimento da importância de profissionais qualificados, são exigidas determinadas características para a prática profissional, como por exemplo, o conhecimento do programa Galileo; é necessário ter experiência profissional e as remunerações não são normalmente adequadas relativamente ao trabalho exigido.

Desta forma, foram apresentadas e analisadas as diferentes saídas e vertentes profissionais reais que um aluno do curso de turismo pode seguir, através de um


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