“Envia um postal e recebe um de volta de um postcrosser algures em qualquer parte do mundo”. É este o lema do "Postcrossing" e já convenceu mais de 45 mil pessoas que têm em comum a paixão pelos postais.
Receber um postal é simples e gratuito. No site, o utilizador só tem de se registar, pedir a morada de outro utilizador para onde o postal será enviado, recebendo depois por e-mail o endereço, juntamente com o número de identificação do cartão. Enviado o postal, o destinatário poderá automaticamente registá-lo no site.
Dos mais de 960 mil postais que já viajaram por todo o mundo, as mulheres foram as que mais contribuíram (28.372), enquanto que só quase oito mil utilizadores deste serviço são do sexo masculino. A Finlândia (25%) está no topo dos países que mais postais envia. Seguem-se os Estados Unidos (14%), a Alemanha (13%), a Holanda (7%) e Portugal (4%).
O “Postcrossing” funciona como uma espécie de corrente, já que a morada da pessoa que enviou o postal será a próxima a ser seleccionada quando alguém solicitar um endereço. Os utilizadores não têm de se preocupar com a segurança dos dados pessoais, neste caso a morada, já que a confidencialidade das informações é assegurada pelo sistema.
Há postais para todos os gostos e os mais frequentes são os de fotografias de cidades. Podem viajar no máximo, em simultâneo, cinco postais. Em média, cada um demora 16 dias a chegar ao destino.
“Eu gosto de receber postais. Se forem de longe, ainda melhor. E tal como eu, há muita gente que também gosta e não se importa de enviar para poder receber", confessa Paulo Magalhães, autor do “Postcrossing”.
E desta paixão nasceu o projecto, semelhante ao “Bookcrossing”, mas na versão postal. Na altura, o informático, natural de Oliveira de Azeméis, frequentava a licenciatura em Engenharia de Sistemas e Informática na Universidade do Minho. Ao abrigo do programa INOV Contacto, o jovem de 26 anos, fez um estágio de nove meses na empresa Cisco Systems, no Colorado, e mais tarde rumou a Shangai, na China, onde actualmente trabalha numa empresa de desenvolvimento Web.
Além da troca de postais, o site tem também associado um fórum para os utilizadores, uma galeria de fotos dos postais e uma loja online com artigos do “Postcrossing”.
Para fazer face aos custos de manutenção, o projecto conta com alguns contributos monetários doados pelos utilizadores, que permitem que este serviço seja auto-suficiente e livre. No futuro, Paulo Magalhães, quer que o serviço chegue a mais países e que os utilizadores tenham mais poder para que eles próprios possam gerir o projecto.
O site conta actualmente com mais de 45 mil utilizadores de 178 países. O mapa de postais que estão a circular é actualizado no site de hora a hora.