Uma bengala para invisuais com sensores que permitem controlar e evitar os obstáculos. É este o produto que fez da Sensoreyes a empresa vencedora do concurso organizado pelo Millenium BCP e pela associação “Aprender a Empreender”, que vai já na segunda edição.
Com componentes tecnologicamente avançados (dois sensores que indicam as depressões e elevações no terreno, permitindo aos deficientes visuais deslocar-se pelas ruas com mais segurança), o projecto dos alunos do Técnico e da Instituto Superior de Economia e Gestão cativou o júri do concurso. “Os factores essenciais da avaliação do Júri são a inovação e a viabilidade e sustentabilidade deste negócio”, refere ao Canal UP Cintia Barbas, do Millenium BCP.
Também a equipa vencedora aponta os motivos que podem ter estado na origem da vitória. “Creio que o nosso maior trunfo foi a diversidade dos elementos da nossa equipa, permitindo apresentar um projecto equilibrado, quer a nível técnico, quer a nível financeiro. Tenho também de realçar o óptimo desempenho dos nossos colegas do ISEG, que culminou num forte plano de negócios”, explica Luís Oliveira, um dos membros da equipa.
O concurso pretendia dar aos concorrentes ferramentas e competências para poderem gerir uma empresa real. Construção do plano de negócios, estratégia de lançamento no mercado, definição do produto e modo de comercialização foram algumas das tarefas da responsabilidade das equipas.
No caso da Sensoreyes, a estratégia de comercialização também foi um aspecto que jogou a favor da equipa. Os alunos propuseram vender a bengala a deficientes visuais de todo o mundo, através de um website, do atendimento personalizado nas instalações e de parcerias com associações de deficientes visuais.
Agora com uma vitória já na mala, a equipa parte para a Dinamarca, onde vai defender as cores nacionais na competição internacional da Junior Achievement, Young Enterprise Europe. De 23 a 26 de Junho, Luís Oliveira, de Engenharia Mecânica, Paulo Ferreira, de Engenharia Electrotécnica, Rute Correia, de Gestão, Pedro Monteiro e Joaquim Fernandes, de Economia, levam para fora de portas os conhecimentos adquiridos na competição nacional.
“Penso que a nossa participação neste concurso contribuiu para o desenvolvimento das nossas capacidades de comunicação, apresentação e cooperação. [Para a Dinamarca] partimos com as mesmas expectativas com que entrámos na fase nacional, ter um bom desempenho com humildade e trabalho. Queremos representar dignamente as nossas universidades e o nosso país. Esta é a nossa ambição”, remata Luís Oliveira.