Foram mais do que nove o número de vezes que o X-Acto esteve fora da faculdade, para que este grupo de estudantes, “sem jeito à partida para representar”, se apresentasse em palco. “Calei-me para me ouvir falar” intitula a primeira peça que, em 2000, ditou a presença oficial do grupo no panorama do teatro amador.
O ano de 2010 é sinónimo de comemoração para o X-Acto que, a fim de celebrar 10 anos de existência, colocou em cartaz excertos das nove peças produzidas na última década. Até dia 6 de Março, o grupo de teatro académico vai subir a vários palcos portuenses. A segunda peça, “A terra não é redonda”, será apresentada já esta noite no Triplex.
Três anos depois do ponto de partida, em 2003, o número de cadeiras vazias diminuiu. Nesse ano o grupo apresentou “O colecionador de conversas”. Esta história volta ao palco na próxima quarta-feira, dia 3 de Fevereiro, desta vez no Labirinto.
“Um quarto de vida”, “Calei-me para me ouvir falar”, “Desvio padrão”, “Noturno”, “Última hora” e “Contracções” são as restantes peças de teatro que o grupo irá encenar no Pinguim ou na FNAC, por exemplo.
A história deste conjunto não se cinge às representações teatrais a solo. No currículo do X-Acto inscrevem-se várias participações em festivais nacionais de teatro amador, destacando-se o FATAL – Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa. Fora das salas de espectáculo, o grupo tem levado o seu trabalho à rua e participado em mini-produções de carácter social e interventivo.
O grupo tem a particularidade de não realizar castings, aceitando, deste modo, todos os estudantes interessados em integrar o X-Acto. Os ensaios decorrem numa das salas de aula da Faculdade de Psicologia.